Rotura do Tendão de Aquiles
Definição
Apesar de ser o tendão mais forte do corpo humano, o tendão de Aquiles é aquele que mais frequentemente se lesiona. A maioria das roturas do tendão de Aquiles ocorrem entre os 4 e os 6cm da sua inserção no calcâneo, numa região anatómica menos vascularizada e mais propensa a lesões.
Classicamente descrita como uma lesão desportiva, a rotura do tendão de Aquiles também pode ocorrer em atividades normais da vida diária e em qualquer idade.
Sintomas
• Dor: Súbita, por vezes com estalido audível
• Sensação de ter sido pontapeado por trás
• Claudicação da marcha: Dificuldade em andar, coxear.
• Dificuldade ou impossibilidade em colocar-se em bicos de pés no lado afetado
Exames complementares de diagnóstico
• Raios-X: Para descartar lesões ósseas associadas. Importante em alguns padrões de rotura, em que esta ocorre na proximidade do osso calcâneo, para descartar uma avulsão ou um arrancamento ósseo.
• Ecografia ou Ressonância magnética: Permite confirmar a rotura, determinar o padrão da mesma, avaliar a sua localização com maior precisão, perceber a qualidade do tendão (identificar alterações degenerativas do mesmo).
Tratamento
Em doentes jovens e ativos o tratamento é mediante cirurgia.
Tratamento conservador
Está reservado para os pacientes com idade avançada e/ou comorbilidades que contra-indiquem a cirurgia. Implica um período de imobilização com tala gessada e/ou bota walker, seguido de um programa de reabilitação funcional. Está associado a maior risco de nova rotura.
Tratamento cirúrgico
O tratamento cirúrgico está indicado na grande maioria dos casos.
Tem o objetivo de reparar o tendão, reestabelecendo o comprimento e a tensão corretos.
As técnicas cirúrgicas dividem-se em técnicas abertas, minimamente invasivas e percutâneas.
Todas estas técnicas estão associadas a menores taxas de re-rotura e maior força nos movimentos que envolvem o tendão, comparativamente com o tratamento conservador.
Nos casos de rotura crónica do tendão de Aquiles (com mais de 6 semanas de evolução), a cirurgia implica gestos cirúrgicos adicionais, como o alongamento da junção miotendinosa e/ou transferências tendinosas.
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