Fracturas Traumáticas
Definição
O tornozelo é um dos locais mais frequentes de fractura no esqueleto humano.
Existem dois grandes tipos de fracturas nesta região anatómica: as fracturas maleolares (geralmente causadas por movimentos rotacionais) e as fracturas do pilão tibial ou da extremidade distal da tíbia à (geralmente em contextos de alta energia).
Causas
As fracturas maleolares são geralmente causadas por movimentos rotacionais com ou sem o pé fixo no chão.
As fracturas do pilão tibial ou da extremidade distal da tíbia ocorrem geralmente em contextos de alta energia, causadas por quedas de altura elevada ou acidentes de viação.
Por vezes, estas fracturas podem ocorrer com traumatismos simples, em doentes com osteoporose ou de idade avançada.
Sintomas
• Dor
• Edema: Inchaço
• Equimose ou hematoma: Decorrente do sangue proveniente do osso fracturado.
• Deformidade local: Provocada pela angulação dos fragmentos da fractura.
• Impotência funcional: Dor intensa ao apoiar o pé no chão ou incapacidade para realizar carga sobre o pé afectado.
• Claudicação da marcha: Dificuldade em andar, coxear.
Exames Complementares de Diagnóstico
• Raios-X: Permite identificar a fractura e realizar o diagnóstico inicial.
• Tomografia computadorizada: Para caracterização do padrão de fractura e planeamento cirúrgico.
• Ressonância magnética: Pode ser necessária em alguns casos, para avaliar lesões de cartilagem e ligamentares associadas.
Tratamento Conservador
Reservado para situações de fracturas alinhadas, coaptadas à (sem afastamentos dos topos da fractura), sem angulação óssea e sem corpos/fragmentos livres articulares.
Tem também indicação em doentes de idade avançada e/ou com comorbilidades (doenças) significativas.
Tratamento Cirúrgico
Em casos que a fractura não respeita a anatomia original ou se revela instável.
No caso de fracturas articulares, é fundamental restabelecer a anatomia da articulação, para conseguir obter a mobilidade articular existente previamente à fractura. Por esse motivo, muitas fracturas do tornozelo têm indicação cirúrgica e à implicam o restabelecimento anatómico da fractura seguido de fixação com placa(s) e/ou parafusos. A mobilização articular precoce é fundamental para garantir a viabilidade da articulação.
A artroscopia do tornozelo, que permite visualizar o espaço articular através de incisões centimétricas, é fundamental para diagnosticar e tratar lesões ligamentares ou de cartilagem muitas vezes associadas a estas fracturas, possibilitando minimizar sequelas, optimizando desta forma o prognóstico destas lesões.
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